domingo, 3 de maio de 2009

Antes,agora e depois! por Roberto Almeida dos Santos Filho.


Após meses sem se viver, ela na queda do temperamento dominante, agora encontrava-se como uma menina submissa e carente. Embora ela suplicasse uma chance, dizia ele: “Às vezes no silêncio da noite, eu ficava imaginando nós dois, eu ficava ali, sonhando acordado, juntando, o antes, o agora e o depois..” – Engraçado como tempo trocam as coisas. O depois é o agora, ela sem ele.
Inconformada, dizia ela: “Não vejo mais você faz tanto tempo, que vontade que eu sinto de olhar em seus olhos, ganhar seus abraços. É verdade, eu não minto. E nesse desespero em que me vejo, já cheguei a tal ponto de me trocar diversas vezes por você, só pra ver se te encontro”.
Numa paciência que não lhe cabia na época, explicava ele: ”Porque você me deixou tão solto? Porque você não colou em mim? Eu me senti muito sozinho. Não fui nem queria ser o seu dono. É que um carinho as vezes cai bem. Eu tenho os meus Desejos e planos Secretos! Só conto prá você Mais ninguém. Porque você me esquecia e sumia? E se eu me interessase por alguém? E se ela de repente me ganhasse?”.
Numa tentativa tênue de convecê-lo, pedia ela: “Você bem que podia perdoar. E só mais uma vez me aceitar. Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-lo!”.
De uma convicação invejável, continuava ele: “Quando agente gosta, é claro que agente cuida, falou que me amava, só que era da boca para fora. Ou você me enganava ou não estava madura“.
Numa tentativa derradeira de comovê-lo, fincava ela: “Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentanto te encontrar. Vou me perdendo, buscando em outros braços teus abraços, perdido no vazio de outros passos, do abismo em que você se retirou e me atirou e me deixou aqui sozinho”.
Talvez fosse aquele desfecho provocado por ele uma forma cruel de dizê-la que enfim ela foi um final e já não importava mais para ele o que um dia antes aconteceu e o que passaram eles num momento da época, que era o agora. Então, finalizou com calma, mas já nas últimas gotas de paciência que permitia-se: “Não me importa mais se buscas em outros braços o meu abraço, mas vale a certeza infinita, se infinita pode ser uma certeza, de que viver sozinho é a forma mais solitária e feliz que encontrei”.
Nem uma palavra mais foi dada. Nem um olhar mais foi trocado. Ficaram no passado dois corações que um dia tentaram viver eternamente, mas que o tempo, como sempre tem solução para tudo, há de dar cabo na procura de mais dois corações, que possam, enfim, saciar o desejo daqueles, que na outrora equivocaram-se nas linhas trites da incongruênca, mas que o futuro lhes reservam a felicidade. Só não lembraremos agora que ele, o futuro, é incerto.
ADOREI ESSA POSTAGEM DO BLOG DE UM AMIGO!
pedi autorização e publiquei aqui,confiram!

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